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Lombalgia - quando as costas começam a reclamar

  • Foto do escritor: Karen Santos Lima
    Karen Santos Lima
  • 12 de nov.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 19 de nov.

Imagem gerada por IA - ilustraçao de uma mulher com dor na lombar.
Imagem gerada por IA - ilustraçao de uma mulher com dor na lombar.

Eu não conheço uma pessoa na vida que nunca tenha sentido uma dor nas costas, ou "dor nas cadeiras". O nome chique para isso é lombalgia, e é a maior causa de faltas no trabalho no Brasil hoje em dia. Normalmente quem tem dor na lombar de cara pensa em se consultar com o ortopedista, mas existem causas reumáticas que merecem ser avaliadas no caso. Não é à toa que é uma das queixas mais presentes em consultório! Então resolvi trazer esse tema para conversarmos.


O que é lombalgia?

Como já começamos a falar, é o nome chique dado para dor lombar (aquela região nas costas que fica entre as costelas e o bumbum). Ela pode ser aguda (quando dura menos que 6 semanas), subaguda (até 12 semanas) ou crônica (mais de 3 meses). E saber isso impacta na procura das causas mais comuns.


Por que acontece a lombalgia?

São muitas as causas, mas na maioria das vezes não é nada grave. Quando a dor não vem acompanhada de sinais de alarme, geralmente é chamada de Lombalgia simples e pode ter causas também simples, tais como:

  • Postura inadequda

  • Sedentarismo (músculos enfraquecidos sofrem com o peso do corpo e podem reclamar em forma de dor)

  • Esforço físico exagerado (músculos enfraquecidos podem sofrer quando são exigidos de forma repentina. Quem não conhece a pessoa que ficou com dor nas costas depois de carregar um saco de cimento?).

  • Estresse tensão emocional (a mente fala mais do que imaginamos)


Quais são os sinais de alarme?

  • Irradiação para as pernas

  • Formigamentos, perda de força, perda de sensibilidade nas pernas

  • Febre sem motivo aparente

  • Perda de peso de forma inexplicada

  • Dor pior a noite que não melhora com repouso

  • Presença de rigidez maior pela manhã

Esses sinais são um alarme de que talvez a lombalgia não seja do tipo simples, e merece investigação para procurar outras causas.


Que tipo de causas?

Tá, já entendi que você é do tipo curioso. São várias causas possíveis, a depender de qual o sinal de alarme presente, podendo ser de infecção, câncer, hérnia de disco, canal estreito medular ou até mesmo doenças reumáticas. Nesse caso é interessante avaliação para determinar melhor qual a causa e como proceder a partir daí. Essa avaliação é feita na consulta médica através de conversa, exame físico e em alguns casos exames complementares de sangue ou imagem ou outros.


Mas meu médico não me pediu nenhum exame...

Lembra que a maior parte das lombalgias é simples? Pois é. Nesses casos não é preciso nenhum exame mesmo não. Radiografias ou ressonâncias na maioria das vezes não acrescenta informação útil no caso de lombalgia simples, podendo causar confusão. É pela realização indiscriminada de ressonâncias que temos tantos diagnósticos de hérnia de disco. Ok, a hérnia pode estar ali, mas na maioria das vezes ela não é causadora da dor e não tá fazendo mal para ninguém, mas o nome "hérnia" é estigmatizado e pode causar angústia no paciente. Por isso às vezes o melhor caminho é não fazer exames mesmo.


E como alivia ou previne?

Nós temos uma cultura de repousar quando há dor, mas o repouso além do que precisa pode piorar a dor (lembra da causa "sedentarismo" que conversamos ali em cima?). Quando a lombalgia é aguda vale a pena um repouso relativo, que basicamente significa evitar estripulias. Quando é crônica o repouso pode acabar piorando a dor, então é necessário fortalecimento. Nesse caso a fisioterapia tem um papel muito importante.


E para prevenir, é óbvio, mas mova-se! Pratique atividade física, faça alongamentos, evite ficar longos períodos na mesma posição no trabalho e fortaleça o core (abdome e lombar). E, se possível, controle o estresse.


Você percebeu que não falamos de remédio para tratamento, né? É porque não é o tipo de coisa que tem um remédio específico. Claro que quem está com dor pode fazer uso de analgésicos simples, em alguns casos anti-inflamatórios e relaxantes musculares também podem ajudar. Mas no geral o manejo é não medicamentoso, inclusive podendo usar compressas frias ou quentes para alívio sintomático. E, se não houver melhora, vale a pena uma avaliação com reumatologista para descartar aquelas causas secundárias de que conversamos ali em cima.


E, se quiser conversar, entender a sua dor e tirar uma dúvida, não deixa de me acompanhar, e agende uma consulta!


Beijinhos da sua reumato

Karen Santos Lima - reumatologista

CRM MG 86411 / RQE 66505 // @karen.lima.reumato

 
 
 

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