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Osteoporose: quando devo fazer o rastreamento?

Foto do escritor: Karen Santos Lima
Karen Santos Lima
há 3 dias
3 min de leitura
Imagem gerada por IA: mulher deitada sobre uma mesa de densitometria óssea.
Imagem gerada por IA: mulher deitada sobre uma mesa de densitometria óssea.

Primeiro vamos falar sobre o que é osteoporose.

É uma doença metabólica do osso que culmina com o osso mais "fraco", mais poroso, com risco maior de fratura por fragilidade.


O metabolismo do osso tem relação com alimentação, peso, medicações, hormônios, etc. E tem sim, relação com a menopausa, por isso é mais comum é mulheres mais velhas, mas não é exclusividade.


A idade e o sexo são importantes, mas não são os únicos fatores que determinam o risco de fratura.


Osteoporose pode não dar nenhum sintoma

Esse é um dos principais motivos pelos quais o rastreamento é importante: A osteoporose pode evoluir silenciosamente durante anos. A pessoa pode não sentir dor, não perceber nenhuma alteração e ainda assim apresentar uma redução importante da resistência dos ossos. Muitas vezes, o primeiro sinal é justamente uma fratura após um trauma que não deveria ser suficiente para quebrar um osso saudável (por exemplo, quebrar a perna após um tombo).


Por isso, a avaliação não deve esperar necessariamente que apareça algum sintoma.


Quem precisa fazer densitometria?

A densitometria óssea é um dos principais exames utilizados para avaliar a massa óssea e auxiliar no diagnóstico da osteoporose. De forma geral, ela é recomendada como rastreamento para mulheres a partir dos 65 anos e homens a partir dos 70 anos. Mas isso não significa que uma pessoa mais jovem nunca precise fazer o exame.


Existem situações que aumentam o risco de osteoporose e fraturas

Entre elas estão:

  • histórico de fratura por baixo impacto;

  • baixo peso corporal;

  • menopausa precoce;

  • histórico familiar de fratura de quadril;

  • tabagismo;

  • consumo excessivo de álcool;

  • algumas doenças que interferem na saúde óssea;

  • uso prolongado de determinados medicamentos, especialmente corticoides.


E aqui entra um ponto particularmente importante para a reumatologia: algumas doenças reumatológicas também podem aumentar o risco de perda óssea.


Doenças inflamatórias crônicas, por exemplo, podem estar associadas a maior risco de osteoporose e fraturas. Além disso, o próprio tratamento com glicocorticoides pode contribuir para a perda de massa óssea. Por isso, uma pessoa mais jovem pode precisar de avaliação antes da idade habitual de rastreamento.


“Mas eu nunca tive uma fratura. Então não tenho osteoporose, certo?”

Não necessariamente.

A ausência de fratura não exclui osteoporose.

É justamente por isso que a avaliação dos fatores de risco é tão importante.

A densitometria pode mostrar uma redução da densidade mineral óssea mesmo antes de acontecer uma fratura.

E, quando o risco é identificado, podemos atuar para prevenir a primeira fratura — ou evitar uma nova.


E o que eu posso fazer para proteger meus ossos?

A saúde óssea não depende apenas de medicamentos. Alguns hábitos são importantes ao longo da vida:

  • atividade física, especialmente exercícios que envolvam sustentação de peso e treinamento de força;

  • ingestão adequada de cálcio e vitamina D, de acordo com as necessidades individuais;

  • não fumar;

  • evitar o consumo excessivo de álcool;

  • e manter condições de saúde que interferem no metabolismo ósseo adequadamente controladas.

Além disso, quando existe indicação, existem medicamentos específicos para reduzir o risco de fraturas.


Afinal, quando devo investigar osteoporose?

Não existe uma idade única que sirva para todo mundo.

A partir de determinada faixa etária, o rastreamento passa a ser recomendado mesmo sem outros fatores de risco.

Mas pessoas mais jovens com fatores de risco também podem precisar de investigação.

Por isso, em vez de pensar apenas:

“Ainda sou muito jovem para ter osteoporose.”

vale perguntar:

“Tenho algum fator que aumenta meu risco de perder massa óssea ou sofrer uma fratura?”

Essa avaliação pode fazer toda a diferença.

E lembre-se:

osteoporose não dói até quebrar.

Por isso, não espere uma fratura para começar a cuidar da saúde dos seus ossos.


E não deixe de marcar sua avaliação!



Abraços da sua reumato,

Karen Santos Lima

CRMMg 86411 RQE 66505

 
 
 

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